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Reflexão - Dia Internacional da Mulher

Odair Albano

“Vocês podem me acorrentar, torturar e até destruir meu corpo, mas nunca aprisionarão minha mente"-Mahatma Gandhi

No dia oito de Março foi celebrado em todo o mundo o Dia Internacional da Mulher. A data é uma homenagem a todas as mulheres,swiss replica watches em especial, àquelas que nos vários momentos da história da humanidade lutaram pelos seus direitos.
Mas também é a oportunidade de lembrarmos das inúmeras conquistas, dos avanços, mas também das lutas perdidas. De entendermos que os papéis, que a sociedade, em cada cultura, estabelece para elas, na relação de gênero, não são biológicos ou naturais, podendo e devendo ser transformados até
tornarem-se mais equitativos.
A comemoração, como símbolo de luta e de conquistas, faz parte de um passado histórico de organização das mulheres e dos movimentos socialistas do começo
do século XX. Que permitiram que elas obtivessem condições de lutarem por direitos, igualdade e autonomia, e participassem ativamente das transformações que ocorreram na sociedade durante todo o século.
Nestes anos, muitas foram às conquistas, principalmente, nos países onde a relação de gênero pode evoluir. O lançamento da pílula anticoncepcional, os movimentos feministas, e a expansão da participação no mercado de trabalho e nos movimentos sociais, são apontados como fatos que aumentaram e qualificaram a participação da mulher na sociedade. Mas é também oportuno refletirmos sobre as desigualdades ainda vividas, que
trazem, entre outras, conseqüências à saúde física e mental. Agravadas pelas distorções do nosso sistema social, que acentua a desigualdade de gênero, e ainda coloca a mulher em muitas situações como cidadã de segunda classe, vítima da discriminação, da violência e do deficiente sistema de assistência
social, educação e de saúde pública.
Neste contexto houve um aumento da participação das mulheres, no mercado de trabalho, mas com redução dos salários e de proteção aos direitos trabalhistas. O que explica a defasagem observada entre o volume de trabalhadoras e a renda total. Outro registro negativo é a violência contra a mulher, que ainda permeia todos os segmentos sociais, causando conflitos com agressões e mortes, apesar do trabalho realizado nos últimos pelo
governo e pelas ONGs, no sentido de punir os infratores e resgatar os direitos humanos e de cidadania da mulher.
Refletindo sobre a data é possível concluir que apesar dos grandes avanços, muito ainda tem que ser feito. E de entendermos, definitivamente, que hoje as mulheres não são mais as feministas da década de 1960, não querem ser homens; desejam apenas o respeito, tratamento igualitário e a liberdade de pensar e agir. Rediscutindo o seu papel na sociedade, os seus
direitos e deveres, dividindo as responsabilidades com os homens e assumindo novas tarefas, pondo fim à discriminação e a violência. Minha homenagem a todas as mulheres neste mês de março!

Odair Albano médico, consultor em saúde e ex-Secretário da Saúde de Campinas (SP)

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