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Obesidade atinge 1 em cada 3 brasileiros e se torna desafio de saúde pública
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Obesidade atinge 1 em cada 3 brasileiros e se torna desafio de saúde pública, alerta nutrólogo.
Nutrólogo Sandro Ferraz explica o que está por trás do aumento da comorbidade
No Brasil, cerca de 31% da população adulta vive com obesidade, segundo o Atlas Mundial da Obesidade 2025. Além disso, 68% dos brasileiros têm excesso de peso, o que inclui sobrepeso e obesidade. Estes números surpreendem não apenas pela magnitude, mas pela rapidez com que aumentam, especialmente em populações com menor acesso aos serviços de saúde, educação nutricional e alimentação adequada.
No Dia Nacional de Prevenção da Obesidade, celebrado em 11 de outubro, o nutrólogo Dr. Sandro Ferraz chama atenção para os fatores que explicam a escalada do problema. “Não é apenas uma questão de estilo de vida. A obesidade é uma doença multifatorial, que envolve desde genética e metabolismo até desigualdades sociais, emocionais e culturais”, afirma.
Entre as principais causas, o especialista destaca:
- Consumo crescente de ultraprocessados: mais baratos e acessíveis, esses alimentos ricos em açúcar, sal e gorduras competem diretamente com opções saudáveis.
- Sedentarismo: segundo dados globais, até 50% dos adultos brasileiros não praticam atividade física na frequência necessária.
- Desigualdade social: populações de menor renda têm menos acesso a alimentos frescos, espaços para prática esportiva e atendimento de saúde preventiva.
- Aspectos emocionais: Estresse, ansiedade e privação de sono influenciam nos mecanismos de fome e saciedade. “Hoje, muitos brasileiros comem não por necessidade fisiológica, mas por fatores emocionais e sociais”, explica o médico.
- Fatores biológicos e metabólicos: predisposição genética, disfunções hormonais e alterações metabólicas também pesam no risco individual.
O cenário brasileiro segue a mesma linha de crescimento global: o Atlas Mundial da Obesidade prevê que até 2035 mais de 4 bilhões de pessoas no mundo estarão com sobrepeso ou obesidade, quase 1 bilhão delas em situação grave.
O quadro preocupa porque a obesidade aumenta significativamente o risco de doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2, câncer e complicações inflamatórias crônicas. “A obesidade não é falta de força de vontade, mas uma doença crônica, complexa e multifatorial. Precisamos enxergar isso como problema de saúde pública e agir de forma integrada, pois se nada for feito, teremos um colapso no sistema público em médio prazo”, defende.
As soluções, segundo ele, passam por políticas públicas de prevenção, incentivo ao consumo de alimentos frescos, criação de ambientes urbanos ativos, programas de educação nutricional desde a infância e maior acesso à tratamento médico especializado.
“Se não houver ação coordenada, teremos um impacto duplo: o aumento da mortalidade precoce e o colapso dos custos em saúde pública e privada. A obesidade tem tratamento, mas o caminho mais eficaz continua sendo a prevenção”, conclui Ferraz.
Dr. Sandro Ferraz
Referência nacional em nutrologia, emagrecimento, longevidade e performance, o médico Dr. Sandro Ferraz se formou em medicina no Centro Universitário Geraldo di Biase, no Rio de Janeiro. Posteriormente, realizou especialização em nutrologia, medicina ortomolecular e em emagrecimento e longevidade. Dr. Sandro Ferraz já venceu a obesidade e criou o Programa de Emagrecimento Saudável (PES), que já ajudou mais de 8.000 pacientes a perderem em média 20kg cada. Além disso, está à frente do Instituto Evollution, localizado em São Paulo, um complexo multidisciplinar com especialistas em nutrologia, nutrição, endocrinologia, dermatologia, ginecologia e estética avançada.