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Apenas 12 vacinados em 1 milhão correm risco de desenvolver miocardite

Mas este número sobe para até 450 por 1 milhão entre os infectados pela COVID-19. As doenças cardiovasculares, que estão entre as sequelas do novo coronavírus, são um dos destaques do próximo Congresso da SOCESP, que começa na semana que vem
 
 
Conforme os trabalhos sobre os efeitos adversos das vacinas contra a COVID-19 avançam, fica mais evidente a necessidade de imunização também sob o ponto de vista cardiológico. De acordo com diversos estudos científicos sobre segurança cardiovascular destes imunizantes, o risco de se desenvolver miocardite é de 4,8 a 12 casos por milhão de vacinados, enquanto entre os infectados estes números sobem para 40 a 450 por milhão. Já a chance de trombose é de 3,8 casos por milhão entre os vacinados. Enquanto isso, 8% dos pacientes hospitalizados e 23% daqueles que foram para a UTI por complicações da doença sofrem trombose.
 
“As vacinas contra a SARS-CoV-2 são consideradas a abordagem mais efetiva para controlar a pandemia”, enfatiza Eduardo Palmegiani, cardiologista e conferencista do 42º Congresso de Cardiologia da SOCESP – Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo, que acontece nos dias 16, 17 e 18 de junho, no Transamerica Expo Center, em São Paulo. Na oportunidade, Palmegiani irá conduzir a palestra Vacinas para COVID-19 e arritmias: fato ou fake?  “É importante dizer que, apesar do tempo curto, as fases clínicas exigidas para desenvolvimento de uma vacina foram cumpridas, com todo o rigor necessário.”
 
Segundo os estudos, a trombose – com maior comprometimento da veia cerebral, o que pode ser considerado grave - está mais relacionada com as vacinas AstraZeneca  e Janssen  (Johnson & Johnson). A miocardite – uma inflamação no músculo do coração – foi mais observada após a imunização com as vacinas elaboradas com RNAm (Pfizer e Moderna) e apresentaram evolução favorável, com resolução de sintomas e consequente normalização dos exames (laboratoriais, eletrocardiograma e ecocardiograma). “Este efeito adverso pode variar, sendo mais comum após a segunda dose e maior entre adolescentes e jovens do sexo masculino”, explica o cardiologista.
 
Diante das evidências científicas, o parecer do Comitê Científico da Sociedade Brasileira de Cardiologia, emitido nesse ano, é que as vacinas são efetivas para controlar a pandemia do novo coronavírus e suas consequências cardiológicas. “Trata-se de um meio eficaz e seus benefícios superam e muito os riscos das reações adversas”, diz o especialista.
 
Vale lembrar que os estudos permanecem ativos, configurando um meio de monitorar a ocorrência de eventos raros que tenham relação com as vacinas, pois eles só ficam evidentes com a aplicação em grande número de indivíduos. “Os médicos devem estar atentos e familiarizados com manifestações clínicas típicas e atípicas para diagnosticar e gerenciar possíveis episódios o mais rápido possível, minimizando as chances de evoluções ruins”, diz. “Mas a população deve se conscientizar que vacinas são eficazes para acabar com controlar a pandemia de COVID-19 e para reduzir a mortalidade – por razões cardiológicas ou não -  nos infectados.”
 
42º Congresso de Cardiologia da SOCESP
Data do evento: 16 a 18 de junho 2022
Local: Transamerica Expo Center, São Paulo/SP

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