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Agosto Branco: tratamentos avançam, mas câncer de pulmão ainda tem incidência alta

O Agosto é o mês de conscientização sobre o câncer de pulmão, e, ainda que as taxas de sobrevida tenham aumentado consideravelmente, ainda é necessário alertar que este é o tumor que mais causa mortes no mundo.

Conforme o Observatório do Câncer, estudo que levou em consideração todos os tratamentos realizados no A,C.Camargo Cancer Center neste período,  em homens, a  taxa de sobrevida passou de 10,4% (2000-2004) para 51,1% (2015-2017), já nas mulheres de 18,8% (2000-2004) passou a 59,0% (2015-2017).

Durante este período, ocorreram muitas mudanças no cenário da oncologia, com a introdução de novas drogas e protocolos de tratamento, mas é preciso ressaltar que o melhor caminho segue sendo o rastreamento e a prevenção.

“Há 15 anos, estávamos em um patamar completamente diferente na oncologia. Hoje temos rastreamento padronizado, cirurgias minimamente invasivas e a radioterapia passou a integrar mais o tratamento”, contextualiza Helano Carioca Freitas, Vice-líder do Centro de Referência de Tumores de Pulmão e Tórax, “na década de 2000, a sobrevida no estágio 4 era em torno de 10 a 11 meses, metade dos pacientes morriam antes de 11 meses”.

Com as transformações, ele afirma que, atualmente, há melhores expectativas para o tratamento de metástases cerebrais e para o manejo de doença oligometastática — quando o paciente tem um número igual ou menor do que cinco metástases, em três ou menos órgãos. Além disso, o surgimento de novas estratégias de tratamento, como as terapias alvo e a imunoterapia, contribuíram para que os pacientes com câncer de pulmão estejam vivendo mais e com mais qualidade.

Porém, o desafio é fazer com que a sobrevida cresça no diagnóstico tardio da doença. Segundo o especialista, 60% a 80% dos casos são diagnosticados em estágio 4, evidenciando a necessidade de diagnósticos mais precoces. Para isso, um dos caminhos é o rastreamento.

No A.C.Camargo Cancer Center, ele é indicado para pacientes com mais de 50 anos, com carga tabágica superior a 20 maços por ano e que sejam ex-tabagistas há menos de 15 anos O rastreamento é realizado através de uma tomografia computadorizada de baixa dose de radiação. A indicação é que os a população consulte um oncologista para avaliar a necessidade do acompanhamento.

Ainda que haja novas perspectivas, Freitas ressalta que o melhor caminho segue sendo a prevenção. “A melhor estratégia é não começar a fumar”, finaliza o especialista.
 

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