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Osteoporose: ordem de medicamentos interfere no tratamento

Atualmente, há uma série opções de medicamentos para tratar a osteoporose. Os medicamentos antirreabsortivos – que inibem a reabsorção da massa óssea - são mais comumente usados para a grande maioria dos pacientes com a doença. Porém, os medicamentos mais potentes para os casos mais graves da osteoporose são os chamados anabólicos, cuja função é estimular a formação de osso novo.

O osso está o tempo todo sendo reabsorvido. Porções mais antigas do osso ou que tenham microdanos ou microfraturas são reabsorvidas. Paralelamente, há a formação de osso. Um desequilíbrio entre a quantidade de osso que é reabsorvida e a quantidade de osso que é formada leva a uma massa óssea mais baixa, resultando na osteoporose.

“O que faz a diferença no tratamento é a sequência: se você começa com tratamento antirreabsortivo e depois troca para o anabólico, perde-se a potência deste tratamento. O ideal é começar com medicamento anabólico, que pode ser feito só por um ou dois anos, dependendo da classe de medicamento escolhido e aí, na sequência, tem que se trocar para o tratamento antirreabsortivo”, explica Dra. Manuela Rocha Braz, endocrinologista da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia Regional São Paulo (SBEM-SP). Ela reforça que essa linha terapêutica deve ser usada para tratar pacientes com alto risco de fratura – normalmente que já apresentaram múltiplas fraturas – e sem contraindicação.

Entre os medicamentos antirreabsortivos para tratar a osteoporose estão os bisfosfonatos, já bem conhecidos, e cujos principais representantes na forma oral são o alendronato, risedronato e ibandronato, e o ácido zoledrônico, recebido por infusão intravenosa, assim como o denosumabe, que é um anticorpo monoclonal (proteína) administrado no subcutâneo (injeção).

Entre os medicamentos anabólicos, que são os mais potentes, existe a teriparatida, que é um análogo do PTH, ou seja, uma forma do hormônio da paratireoide. Esse medicamento é administrado por injeção subcutânea diária e usado por dois anos, indicado, principalmente, para mulheres na pós menopausa com alto risco de fraturas vertebrais ou não vertebrais.

“Outro anabólico disponível aqui no Brasil é o romosozumabe, injeção subcutânea administrada uma vez por mês e que usamos no tratamento apenas por um ano antes de trocar para o antirreabsortivo. Além de pessoas múltiplas fraturas, os pacientes elegíveis para o tratamento com anabólicos também são aqueles com densitometria com índices muito baixos de massa óssea ou que tenham outros fatores de risco, como os que caem com muita frequência ou têm outras doenças como artrite reumatoide. Isso tudo aumenta o risco de ter fraturas, então nessas situações preferimos começar com o tratamento anabólico”, explica a endocrinologista que é especialista em osteometabolismo.

Para os colegas médicos, ela enfatiza que é importante prestar atenção antes de iniciar o tratamento para osteoporose. Os pacientes mais graves - em que se consegue prever a necessidade de uma terapia mais potente - precisam ser selecionados para poderem já iniciar o tratamento anabólico e obterem um benefício maior.

 

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