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Testes já separam os 19 genótipos do HPV de alto risco dos 9 que não representam risco para câncer

Um teste de diagnóstico molecular já disponível no Brasil não só detecta a presença do HPV, causador de 99% dos casos de colo de útero, como diferencia 28 genótipos do vírus, 19 dos quais de alto risco para o câncer, e outros 9, de baixo risco.

A informação é do biólogo Guilherme Ambar, da Seegene, que explica a importância do teste de diagnóstico molecular, agora que a cobertura vacinal contra o papilomavirus caiu para pouco mais de 70%, entre as meninas brasileiras. O teste é vital, explica ele, porque “os primeiros sintomas podem demorar até dois anos após a infecção, e o diagnóstico precoce torna possível a prevenção, evitando a evolução do mal”.

A OMS calcula que 80% das mulheres em algum momento da vida sexualmente ativa se contaminam com o HPV e, no Brasil, ele causa cerca de 17 mil novos casos de câncer de colo de útero anuais. “Não basta saber se alguém está ou não contaminado”, explica o especialista, pois alguns genótipos do vírus são de alto risco para o câncer, enquanto outros são de baixo risco. Os mais perigosos são os genótipos 16 e 18, responsáveis por 70% dos casos de câncer de colo de útero e de 90% dos casos de câncer do cólon e reto. “Assim, é importante um teste que diferencia e quantifica os genótipos distintos de HPV, como este disponível no Brasil, importado da Seegene da Coreia do Sul”, completa.

O Ministério da Saúde objetiva ter 90% dos jovens dos dois sexos vacinados contra o HPV, pois o vírus é transmitido principalmente através de relações sexuais, mas a cobertura ideal nunca foi atingida, chegou a ser de 88%, mas caiu para 76% nos anos recentes.

“Com a diminuição do índice de vacinados, apesar das campanhas, e diante da comprovação de que em certas regiões o câncer de colo de útero é o mais frequente, como no Nordeste brasileiro, o teste PCR – diagnóstico molecular – que, além do curto tempo de resposta tem fluxo automatizado, pode levar a uma grande economia à medida em que evita tratamentos, hospitalização e até mesmo cirurgia de casos avançados, como principalmente salvará a vida de muitas jovens brasileiras”, conclui o biólogo.

 

 

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