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Movimento de “unharmonizing” cresce

Cirurgião plástico explica porque tantas pessoas estão revertendo a harmonização facial

Movimento de “unharmonizing” cresce nas clínicas estéticas e aponta uma mudança na relação com a autoimagem

 
Mais do que uma tendência de beleza, a reversão da harmonização facial tornou-se um fenômeno ligado à saúde emocional. Nos consultórios, cresce o número de pessoas que desejam reverter os efeitos de preenchimentos e intervenções que marcaram a última década, e o motivo vai além do espelho: está ligado à reconstrução da autoestima, da identidade e até da segurança emocional.

“É cada vez mais comum ouvir: ‘não me reconheço mais’”, afirma o cirurgião plástico Dr. Fernando Lamana, membro da SBCP, que acompanha esse movimento de perto. “Muitos pacientes fizeram os procedimentos por impulso, modismo ou pressão estética. Hoje, sentem-se aprisionados em um rosto que não comunica quem são de verdade. A reversão, nesses casos, é quase terapêutica.” Segundo Lamana, o aumento das reversões tem ocorrido tanto entre celebridades quanto entre pacientes comuns, muitas vezes jovens, que buscaram um ideal de beleza inalcançável e agora enfrentam as consequências psicológicas dessa escolha.
 
De acordo com a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, os procedimentos estéticos não cirúrgicos, como preenchimentos com ácido hialurônico e toxina botulínica, aumentaram quase 400% nos últimos dez anos no Brasil. Esse crescimento explosivo, no entanto, trouxe um efeito colateral: rostos padronizados, assimetrias, perda de expressividade e distorção da autoimagem. “A busca pelo rosto perfeito passou a ser uma prisão emocional. A reversão é, para muitos, um resgate de liberdade e identidade”, destaca o médico.
 
O processo de reversão - o chamado “unharmonizing” - pode envolver desde a dissolução das substâncias utilizadas até intervenções mais complexas para restaurar proporções naturais. Lamana reforça a importância do acompanhamento especializado e da escuta atenta: “É fundamental entender as motivações do paciente, avaliar o que pode ser feito com segurança e deixar claro que nem sempre será possível recuperar o rosto exatamente como era. Mas é possível reconstruir algo mais fiel, mais leve e mais saudável.”
 
Diversos famosos já manifestaram publicamente o desejo de reverter os procedimentos. Nos Estados Unidos, Blac Chyna, Courteney Cox e até Madonna falaram sobre os excessos e a busca por traços mais naturais. No Brasil, a influenciadora fitness Juju Salimeni e o ex-BBB Eliezer também revelaram que passaram por processos de reversão para resgatar um visual mais autêntico.
 
Ao resgatar a naturalidade do rosto, os pacientes se libertam de padrões estéticos muitas vezes impostos pelas redes sociais, pela constante comparação e pela cultura da juventude eterna. “Esse novo capítulo da estética reflete um cuidado mais profundo: não apenas com a imagem que exibimos, mas com a conexão que estabelecemos com ela”, conclui Lamana.

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