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Einstein implementa tecnologia inédita no Brasil - Tremor Essencial e Parkinson

Einstein implementa tecnologia inédita no Brasil que minimiza tremores em pacientes diagnosticados com Tremor Essencial e Parkinson
 
Procedimento não invasivo prevê melhora dos tremores em torno de 70% de forma imediata, já na primeira sessão
 
Sempre na vanguarda tecnológica da assistência à saúde, o Einstein implementa, pela primeira vez no Brasil, uma nova técnica de ultrassom para tratamento de distúrbios de movimento em pacientes diagnosticados com Tremor Essencial e casos selecionados de Mal de Parkinson, doenças que impactam milhões de pessoas no Brasil e no mundo. Trata-se da tecnologia High-Intensity Focused Ultrasound (HIFU), um procedimento não invasivo – ou seja, sem cortes e incisões - que utiliza ondas de ultrassom de alta intensidade no ponto específico do cérebro responsável pelos tremores. Com o suporte da ressonância magnética, a aplicação do HIFU realiza uma lesão térmica milimétrica, com precisão anatômica, nesse local, e prevê melhora do tremor em torno de 70%, proporcionando melhora da autonomia, do bem-estar e da qualidade de vida dos pacientes.
 
O procedimento dura cerca de 2 horas, durante as quais o paciente permanece acordado, sem uso de anestesia geral. É necessário raspar os cabelos para utilizar o equipamento, que é personalizado em formato de capacete, no interior do aparelho da ressonância magnética. A alta médica ocorre no mesmo dia, sem necessidade de internação. A terapia é unilateral, ou seja, se o paciente tiver tremores bilaterais (dos dois lados do corpo), poderá realizar uma sessão adicional no lado oposto ao do primeiro procedimento depois de nove meses.
 
O Tremor Essencial é o distúrbio do movimento mais comum do mundo e pode afetar qualquer idade. Acomete principalmente membros superiores, com outros sinais neurológicos, como a voz e o queixo. Já o tremor decorrente da doença de Parkinson também pode afetar, além das mãos, o queixo e os pés, e se apresentar em um lado do corpo ou nos dois, em diferentes intensidades.
 
Para indicação do método HIFU, o paciente deve passar por uma avaliação da equipe de neurologistas especialistas em distúrbios do movimento e realizar uma série uma tomografia, para avaliar se a estrutura óssea do crânio é compatível para realização do procedimento. A terapia é permitida para pacientes acima de 18 anos, sem limite de idade, e foi aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em 2021.
 
Segundo a Dra. Polyana Piza, gerente médica da Neurologia do Einstein, a tecnologia é um marco no quesito de inovação e humanização no cuidado do paciente com tremores. “O HIFU é mais uma alternativa terapêutica de alta precisão e eficácia para os tremores provocados por esses distúrbios. Em alguns casos, por serem doenças de aspecto degenerativo, pode ser indicada a técnica DBS, cirurgia invasiva que permite modulação ao longo do tempo e que também é realizada no Einstein”, explica. "Mas o HIFU pode ser a melhor opção para pacientes que têm diagnóstico confirmado, mas que não respondem bem às medicações, e para aqueles que não podem ou não desejam se submeter a uma cirurgia cerebral invasiva, nem se comprometer com os ajustes periódicos que o DBS exige”, disse.
 
Já o Dr. Rodrigo Gobbo, diretor médico do Centro de Medicina Intervencionista do Einstein, afirma que a aquisição do equipamento reflete o compromisso da organização com a busca por tecnologias inovadoras na área da saúde.

Referência em Neurologia na América Latina, o Einstein inicia 2025 com a estruturação de um Centro de Excelência em Distúrbios do Movimento, que reúne todos os serviços voltados ao diagnóstico e tratamento dessas condições, com uma equipe composta por neurologistas, neurocirurgiões, radiologistas, geneticistas, dentre outras especialidades. Além do HIFU e do DBS, são realizados no espaço exames genéticos relacionados aos movimentos, técnicas de estimulação cerebral e outros procedimentos de reabilitação.

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