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Dia Internacional da Mulher: menopausa exige atenção redobrada ao coração

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Cardiologista explica condição e orienta sobre adoção de hábitos saudáveis
 
O Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março, é tradicionalmente marcado por debates sobre direitos, conquistas e qualidade de vida feminina. Mas a data também serve como alerta para um tema que ainda recebe menos atenção do que deveria: a saúde do coração após a menopausa. 

A fase da menopausa traz uma série de desafios à saúde e à qualidade de vida feminina. Os calorões, a dificuldade para dormir e as alterações de humor estão entre os mais conhecidos. Mas há um aspecto que muitas vezes é negligenciado e pode colocar essas mulheres em sérios riscos: a saúde cardiovascular.
 
Durante a idade reprodutiva, as mulheres têm uma proteção natural do sistema cardiovascular, o que faz com que tenham menor risco, na comparação com os homens, para doenças como infarto ou AVC. Trata-se do estrogênio. Com a chegada da menopausa, os níveis desse hormônio caem consideravelmente, ampliando as ameaças ao coração. No Brasil, dados da Sociedade Brasileira de Cardiologia mostram que as doenças cardiovasculares também são a principal causa de morte entre mulheres.
 
Doutor pela Universidade de São Paulo, o cardiologista Ricardo Ferreira explica que a queda no nível de estrogênio durante a menopausa causa a perda de elasticidade dos vasos sanguíneos. “A artéria fica um pouco mais rígida, aumentando as chances, por exemplo, de hipertensão arterial. Além disso, existe uma alteração do metabolismo, o que aumenta as chances dessa mulher ter níveis mais elevados de colesterol ruim (LDL), gordura visceral e abdominal”, ele explica.
 
A consequência, segundo o cardiologista, é um risco aumentado para infarto, AVC e até as arritmias cardíacas, que são as alterações no ritmo das batidas do coração. O médico explica ainda que esta é uma condição comum a todas as mulheres, mas há aquelas com ainda mais riscos, por possuírem outros fatores associados como obesidade, tabagismo, sedentarismo ou menopausa precoce.
 
A recomendação do especialista é a adoção de hábitos saudáveis, como uma alimentação equilibrada e a prática frequente de exercícios físicos, aspectos importantes em qualquer fase da vida, mas ainda mais essenciais durante a menopausa. “Precisamos focar no que podemos controlar. A queda dos níveis hormonais é inevitável. Vale reforçar que, mesmo com a reposição hormonal, não é possível chegar nos mesmos níveis de proteção do estrogênio produzido pelo próprio corpo. Por isso, cuidar do estilo de vida é tão importante”, afirma o Dr. Ricardo Ferreira.
 
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), as doenças cardiovasculares são a principal causa de morte em todo o mundo. Estima-se que 19,8 milhões de pessoas morreram em decorrência de doenças cardiovasculares em 2022, representando aproximadamente 32% de todas as mortes globais.
 

Dr. Ricardo Ferreira Silva é graduado em medicina pela Universidade de Uberaba (MG), fez residência em Cardiologia pelo Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo, em 2011, e se especializou em Estimulação Cardíaca Artificial e Arritmia Clínica no Instituto de Cardiologia Dante Pazzanese de São Paulo, em 2014 - título reconhecido pelo Departamento de Estimulação Cardíaca Artificial. Além de ter especialização em eletrofisiologia clínica e invasiva no Hospital do Coração de São Paulo e concluído seu Doutorado pela Universidade de São Paulo (USP), em 2018.
 

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