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Câncer de Ovário - Prof. Dr. José Carlos Sadalla
Dia Mundial do Câncer de Ovário: letalidade pela demora no diagnóstico exige atenção a sintomas silenciosos, alerta Prof. Dr. José Carlos Sadalla
O Dia Mundial do Câncer de Ovário, lembrado em 8 de maio, joga luz sobre o tumor ginecológico com a menor taxa de sobrevida. Segundo as estimativas do Instituto Nacional de Câncer, o Brasil registra mais de 7.300 novos casos da doença a cada ano. Esse panorama exige um debate urgente sobre a saúde feminina, já que a patologia se desenvolve de forma silenciosa e afasta a mulher do diagnóstico precoce.
A grande barreira no combate a essa doença é a ausência de um exame de rastreamento em massa, como ocorre com a mamografia no câncer de mama. Sem um método preventivo simples, cerca de 70% das pacientes recebem a confirmação oncológica em estádios já avançados. Esse atraso na detecção reduz drasticamente as opções cirúrgicas iniciais e eleva a letalidade do tumor de forma bastante severa e preocupante.
Sinais de alerta inespecíficos e perigosos
Os sintomas da doença costumam ser vagos e facilmente confundidos com problemas estomacais ou intestinais de rotina. O inchaço abdominal persistente, dores contínuas na região pélvica, perda de apetite e vontade frequente de urinar são os principais sinais. Qualquer desconforto desse tipo que permaneça por mais de duas semanas seguidas sem melhora deve motivar uma ida ao ginecologista.
Relatar essas mudanças sutis ao médico permite iniciar uma investigação clínica muito mais aprofundada e direcionada. A obesidade, a ausência de gravidez prévia e o histórico familiar de tumores (principalmente os de ovário, mama e pâncreas) merecem muita atenção durante a consulta de rotina.
Para o médico oncoginecologista Prof. Dr. José Carlos Sadalla, a proximidade com o consultório é a maior aliada da mulher. "A dificuldade em diagnosticar o câncer de ovário exige que a paciente não ignore os sinais sutis do próprio corpo. Sintomas persistentes que fogem do padrão normal não podem ser tratados apenas com sintomáticos em casa. Precisamos investigar a fundo e com agilidade", orienta.
"Quando conseguimos descobrir o tumor logo no início, as taxas de sucesso cirúrgico e cura mudam completamente o destino do tratamento. A medicina hoje conta com procedimentos de alta precisão para combater a doença preservando a qualidade de vida. O cuidado anual, a escuta atenta dos sintomas e o acompanhamento especializado são os fatores que realmente salvam a vida das pacientes", completa o especialista.